Um jardim bem iluminado é o objetivo de muitos proprietários. Mas, por detrás dessa bela luz, esconde-se muitas vezes uma realidade menos brilhante: a fatura de energia. A iluminação exterior, por mais estética que seja, pode consumir muita energia. Felizmente, tal como no interior, existem soluções simples e eficazes para repensar a sua iluminação exterior e reduzir as faturas de energia. Eis todas as nossas dicas para evitar transformar o jardim num sorvedouro de dinheiro.
Os desafios da iluminação exterior
A iluminação exterior tem várias funções. Sejamapliques de parede, focos de encastrar, candeeiros de pé ou postes baixos, todos têm um objetivo: iluminar os exteriores e garantir a sua segurança, valorizando-os.
Mas a iluminação exterior também pode consumir muita energia e representar até 20 % do seu consumo energético destinado à iluminação. Então, para quê investir em luminárias exteriores se é para as deixar apagadas? E tem razão. A iluminação exterior foi feita para acompanhar o seu dia a dia. Mas deve ser bem pensada e otimizada para ser simultaneamente prática e económica.
Onde se esconde o desperdício de energia?
Como saber se a sua iluminação exterior consome demasiada energia? Que erros deve evitar? Eis três maus hábitos responsáveis por um consumo excessivo de energia.
Optar por lâmpadas de elevado consumo
Ainda utiliza lâmpadas de halogéneo ou lâmpadas incandescentes ? Estes dispositivos consomem imensa energia.
Inventadas em 1878, as lâmpadas incandescentes funcionam através de um filamento de tungsténio aquecido por uma corrente elétrica, que fica incandescente e produz calor. Mas o problema é este: transformam 95 % da energia consumida em calor e apenas 5 % em luz. Pode dizer-se que fazem brilhar mais a fatura de eletricidade do que o jardim! “É precisamente por esta razão que as lâmpadas incandescentes clássicas, com potências de 25 W a 100 W, estão agora proibidas de ser vendidas, acrescenta Christophe Coelho, fundador da Lumihome. Este tipo de iluminação, de consumo extremamente elevado, pertence ao passado.”
As lâmpadas de halogéneo, parentes das incandescentes, funcionam segundo um princípio semelhante. A diferença? Contêm um gás específico, como iodo ou bromo, que regenera parcialmente o filamento, prolongando a sua vida útil. Inteligente, não é? Bem, nem por isso. Apesar desta pequena melhoria, continuam a consumir imensa energia. Para ter uma ideia, segundo a Que Choisir, consomem até cinco vezes mais eletricidade do que uma lâmpada de baixo consumo. É precisamente por isso que a sua comercialização foi proibida desde 2018.
Instalar iluminação mal orientada ou excessiva
Uma iluminação elegante é subtil, bem pensada e estrategicamente colocada. No entanto, muitos jardins têm luz em excesso. “O ótimo é inimigo do bom, confirma Christophe Coelho. O excesso de luz ou luminárias mal colocadas será contraproducente para a iluminação exterior. Arrisca-se a perturbar a fauna, mas também os vizinhos, e uma coisa é certa: aumentará seguramente o seu consumo de energia.” A boa notícia é que poderá corrigir tudo isto com os nossos conselhos. Pode também consultar o nosso artigo “como integrar a iluminação exterior com elegância”, com dicas para iluminar sem exageros.
Esquecer-se de apagar a iluminação exterior: um clássico
Por fim, o último hábito a abandonar é esquecer-se de desligar as luminárias exteriores. Não se preocupe, acontece a todos. Mas veremos que existem dicas muito eficazes para os mais distraídos, que lhe permitirão poupar bastante energia.
Como reduzir as faturas de energia repensando a iluminação exterior?
Agora que conhece os erros a evitar e os maus hábitos a corrigir, passemos às boas notícias! Com algumas mudanças, pode reduzir drasticamente as despesas, mantendo um jardim magnificamente iluminado.
Privilegiar a iluminação de baixo consumo com LED
Se procura iluminação eficiente e económica, os LED são uma escolha evidente, tanto para o interior como para o exterior. Estas lâmpadas consomem 8 a 10 vezes menos energia do que um modelo clássico, oferecendo a mesma qualidade de luz. Como? Graças a um díodo emissor de luz, uma tecnologia desenvolvida em 1962, que transforma eletricidade de muito baixa tensão em luz. Mas não é tudo: os LED oferecem-lhe:
- Um acendimento instantâneo : acabaram-se as luzes que demoram uma eternidade a acender.
- Uma paleta infinita de cores : adapte a iluminação a todas as suas preferências.
- Uma longevidade impressionante : até dez anos de vida útil, ou mais.
É verdade que os LED custam um pouco mais do que as lâmpadas clássicas, mas compensam amplamente ao longo do tempo, reduzindo as faturas e as substituições.

Passe à iluminação solar
É difícil encontrar uma solução mais prática e económica! A iluminação solar utiliza uma energia gratuita e inesgotável : a do sol. Durante o dia, as células solares captam os raios e convertem-nos em eletricidade, que é restituída sob a forma de luz ao anoitecer. Com este tipo de iluminação, deixa de se preocupar com o consumo de eletricidade, pois simplesmente não gasta nenhuma! Além disso, as opções são muitas: balizadores solares, focos, apliques de parede solares, candeeiros solares de pousar, etc. Pode iluminar cada recanto do jardim, mesmo sem instalação elétrica! Uma bela luz, fácil de instalar e sem qualquer fatura: há melhor?

Optar por iluminação exterior conectada
A iluminação conectada é a opção inteligente para conciliar praticidade, conforto e poupança de energia. Com ela, tem controlo total : ajuste a intensidade, programe os horários de acendimento ou desligue as luzes à distância... Estes dispositivos otimizam o consumo ao evitar iluminação desnecessária. A Lumihome propõe uma gama completa de luminárias conectadas, incluindo focos de encastrar conectados, como os nossos focos conectados da série LoRa, focos de espeto, como os nossos focos LED RGB CCT FUTC08, ou lâmpadas.

Pense no detetor de movimento
Iluminação exterior permanentemente ligada? Para quê? Graças ao detetor de movimento, a iluminação exterior só acende quando é necessário. “O nosso balizador Pyramide, por exemplo, dispõe de um sensor crepuscular e de movimento, acrescenta Christophe Coelho. Ao contrário das luzes que permanecem sempre acesas, acende automaticamente a 500 lúmenes ao anoitecer. Conforme o modo escolhido, a intensidade passa para 1 000 lúmenes quando é detetada uma presença. Assim, ilumina os caminhos ou o terraço apenas quando é necessário, evitando desperdícios.”

Planear a iluminação exterior
Não é necessário instalar soluções de iluminação em todos os recantos do jardim. Uma bela iluminação exterior é subtil e bem pensada. Por isso:
- Concentre-se nas zonas essenciais : ilumine apenas os locais necessários, como a entrada, os caminhos e o terraço, deixando o resto numa suave penumbra.
- Ajuste a intensidade : uma luz suave para o ambiente e uma luz mais forte para a segurança. É o segredo de uma iluminação elegante.
- Aproveite o que o rodeia : utilize muros ou superfícies claras para refletir a luz e ampliar o seu efeito. Não é preciso encher tudo de luz: basta um bom posicionamento.
Como reduzir as faturas de energia repensando a iluminação exterior? Conselhos adicionais
Tem agora tudo o que precisa para repensar a iluminação exterior, apostando sobretudo nas luzes solares para jardim para diminuir o consumo energético. E, para ir ainda mais longe, não se esqueça de:
- Optar por soluções duradouras e de qualidade : muitas soluções de iluminação exterior dececionam em termos de qualidade. Não resistem ao tempo, às intempéries ou ao desgaste, obrigando a substituições frequentes. Além de não ser ecológico, isto anula as poupanças esperadas. Por outro lado, investir em equipamentos duradouros, como os da Lumihome, garante uma maior longevidade.
- Fazer a manutenção da instalação : a iluminação exterior está sujeita aos caprichos do clima. Mantê-la regularmente também permite conservá-la durante mais tempo.
Vale mesmo a pena repensar a iluminação exterior? As poupanças em números
Vejamos um exemplo simples. Se substituir as cinco lâmpadas de halogéneo antigas, de 50W cada, por LED de 10W cada, e funcionarem em média 5 horas por noite, poupa 100 kWh por mês. A 0,20 € por kWh, são menos 20 euros por mês, ou seja, 240 euros por ano. E isto é apenas o começo: com luzes solares ou um detetor de movimento, a poupança aumenta ainda mais! E o impacto ecológico? Ao reduzir o consumo, diminui também as emissões de CO₂. É a sua contribuição para um mundo mais sustentável, enquanto poupa.
É possível reduzir as faturas de energia repensando a iluminação exterior, e tudo começa com gestos simples. Ao optar por tecnologias modernas, instalações bem pensadas e uma gestão inteligente, transforma a iluminação exterior num aliado económico e ecológico. Pronto para agir?


